IMAGENS DE ÁFRICA

África, o continente preto, é uma metáfora que significa o universo mágico e encantatório. É o continente das saudades e do mistério.

Terça-feira, Outubro 17, 2006

The Desert & Delta Safari



Para quem quiser passar um final de ano absolutamente diferente deixo aqui esta sugestão.

Para mais informações

Um Abraço a Todos

Bin

Quinta-feira, Abril 06, 2006

Eu Atravessei o Deserto.


Photo © Jef Maion


Não o Deserto do Mundo, como diz o poema, mas o Saara e ainda o outro.

Porque a viagem é também festa, alegria e riso, deixo-vos este pequeno poema do Ali Farka. E uma foto do Erg Chebbi no deserto do Saara em Marrocos.
É um bom sitio para se iniciar a travessia do Saara. Para nos perdermos e ao mesmo tempo tempo encontrarmo-nos,
com a natureza com a vida e connosco próprios.

Estar no topo daquele Erg, logo aos primeiros raios de sol é absolutamente fascinante. Para os olhos, para a pele e para a alma e para os sentidos.

Dedico este post a todos, todos os meus amigos da blogosfera. Os todos os que tenho conhecido e aos que se tornaram mesmo amigos :)

Quero deixar aqui um abraço especial para a minha amiga Maria do Divas e Contrabaixos aos meus amigos ante postadores :) e ainda:

à Brigida, à Maria Árvore, ao Samir, à Mura, ao Cap, ao Luis, à Blimunda, ao Batatas, à Folha de Chá ;), ao RaulLN, à Ana, à Viajante, à JP,ao Helge,ao Henk, à Vague,ao CSA, à Xana, ao MR M, ao MR Sleeves, ao Marco,ao Yardbird, à malta do CasteloSofia,aos The Best e o Genial, à Eva Luna, à Margarida, ao Manuel, à CarlaLua e à Concha, ao Tuga Perdido, ao Miguel, à Ananda, ao José Quintas,a algumas amigas do SA ,ao Biranta, à Elvira, à Isabel, à Uxka, ao Fred, e à Hipatia. Caso me tenha falhado alguém , não leve a mal:)

Bin







Lasidan



No-one can deny the things that make them happy.
No-one can mistake the things that make them happy.
Like a dog with a bone, a cat with fresh milk and a young man and woman.




Lasidan



Música © Ali Farka Touré & Ry Cooder






Quarta-feira, Março 08, 2006

Ali Farka Touré. 1939 - 2006




HILLY YORO

Life is a combination
Of tears and smiles
Everyone should follow
Their own route
If a man has no eyes
Another can see
If a man has no feet
Another can walk

Ali Farka Touré





Sexta-feira, Fevereiro 17, 2006

Burkina Faso I


Photo © Helge Fahrnberger



Burkina Faso II


Photo © Helge Fahrnberger



Burkina Faso III


Photo © Helge Fahrnberger




Burkina Faso IV


Photo © Helge Fahrnberger



Burkina Faso V


Photo © Helge Fahrnberger



Burkina Faso VI


Photo © Helge Fahrnberger



Burkina Faso VII


Photo © Helge Fahrnberger



Sábado, Fevereiro 11, 2006

África perdida



Foto de José Silva Pinto, Botswana, 2004

A minha África acabou. A minha África foi mentira. A minha África não existiu.
Fim de viagem.

Segunda-feira, Janeiro 23, 2006

Os negros da primeira plateia

Não gostava de anéis. Os pretos não tinham anéis. Tinham brincos pesados nas orelhas, que se rasgavam verticalmente. Tinham, ao pescoço, fios com sementes vermelhas, fitas coloridas nos pulsos, nos tornozelos, nos braços.
Eu tinha de usar um anel de ouro com um rubi. Era feio e apertava-me o dedo. Os negros não usavam nada que os apertasse, a não ser o trabalho do branco. Servir o branco apertava já o suficiente. Por isso, os negros, ao domingo, bebiam o vinho de caju que tinham deixado a fermentar toda a semana.
O vinho era branco turvo. Era um vinho sujo; flutuavam pedaços de fibra e casca da fruta. Era fermentado em garrafas de cerveja Laurentina, das grandes, ou 2M, das grandes; bazucas, valentes.
O caju torcia-se como a um esfregão e deixava um sumo áspero e doce, leitoso, que fazia os negros felizes. Sim, ao domingo à tarde, os negros eram felizes com o seu vinho de caju. Ao domingo à tarde, os negros não eram negros, eram nada; eram como os patrões brancos, eram nada; eram felizes e podiam rir e foder, cantar, cair e dormir. Aos domingos à tarde os negros eram quase brancos entre si. E tudo acabava à segunda, antes do raiar do sol.
Ao Domingo à tarde, a rádio passava o Nelson Ned cantando Domingo à Tarde. Ao Domingo à tarde íamos ao cinema. O cinema da Machava passava sessão dupla, com intervalo de meia hora entre cada filme; os mufanas calçados vinham vender Quibons geladinhos, aos brancos, e chupas em pirâmide, para as crianças dos brancos.
A enorme sala do cine Machava dividia-se em três zonas bem definidas: bancos corridos de pau, à frente: primeira plateia; bancos individuais estofados, até ao fundo: segunda plateia; empoleirados metro e meio acima da última fila da segunda plateia, os camarotes, todos forrados a tecido vermelho, luxo dos luxos, só ocupados quando o filme era mesmo muito popular e a afluência o exigia. Filmes como O Fado, A Maluquinha de Arroios. Cantinflas, Jerry Lewis e Trinitá também enchiam camarotes.
Alguns negros iam ao cinema. Calçavam-se, vestiam roupa lavada.
Os negros sentavam-se na primeira plateia, e, eventualmente, em dias pouco frequentados, na primeira fila da segunda plateia.
Não estava escrito em lado algum que os negros não tinham acesso normal à plateia ou ao balcão, mas nunca os vi ocupar essas zonas. Havia um entendimento tácito, não um acordo: os negros sabiam que lhes cabia sentarem-se à frente, nos bancos de pau: os brancos esperavam que a pretalhada se juntasse toda à frente, a falar landim, olhando para trás a cobiçar a mulher do branco, mas devidamente sentado no banco que lhe pertencia: o de pau.
Para os brancos, um preto, lá da primeira plateia, nunca olhava para trás por bons motivos. Ou lançava o amarelo do olho contra-natura às brancas, ou procurava que roubar, ou destilava ódio. De forma geral, no cinema ou fora dele, o olhar dos negros nunca foi, para os colonos, isento de culpa: olhar um branco, de frente, era provocação directa; baixar os olhos, admissão de culpa. Se um negro corria, tinha acabado de roubar; se caminhava devagar, procurava o que roubar.
Ao Domingo à tarde íamos ao cinema. Eu levava anel. Não gostava de anéis.
Os lugares da segunda plateia do cine Machava haviam sido montados sobre um plano naturalmente inclinado. Tudo o que caía ao chão rolava até à primeira plateia, e ninguém lá ia, porque era o lugar dos pretos. Nem valia a pena.
Eu teria sete anos. Usava anel. Detestava-o.
Pensei em ver-me livre da horrível bijutaria, e ocorreu-me uma ideia infalível, que executei na primeira oportunidade. No cinema, na escuridão, a meio do filme, num momento de maior barulho, maior suspense, tirei o anel do dedo, e lancei-o, com o possível impulso, por debaixo dos cadeirões, para que rolasse, inapelavelmente, até à primeira plateia, e desaparecesse para sempre nas mãos dos negros, que haviam de lhe chamar um figo.
Num Domingo, fi-lo, e respirei de alívio. Adeus anel. Adeus, suplício. Adeus para sempre. Havia de dizer que o tinha perdido, que me estava largo, que me tinha caído do dedo. E depois, nada a fazer. Um anel era caro. Paciência.
Nesse domingo comi um Quibom no intervalo. Estava contente. Ninguém reparou que já não tinha o anel, mesmo quando me esqueci de esconder a mão.
Nesse dia, já terminava o intervalo, quando uma cena deveras invulgar prendeu a atenção da segunda plateia em massa: um negro tinha saído do seu lugar, lá à frente, e avançava pelo corredor lateral esquerdo, perguntando algo, de fila em fila. O que queria o gajo? Andava a pedir dinheiro, de certeza. E, quando chegasse à nossa fila, ninguém lhe ia dar nada, já se sabia. Trabalhasse. Não se dava dinheiro a negros, a menos que trabalhassem, e o que se desse seria pouco, para não se acostumarem mal.
Quando chegou à nossa fila, pudemos distinguir-lhe, entre o polegar e o indicador direitos, um minúsculo anel dourado com uma pedra vermelha, e a pergunta que o homem fazia era, “Este anel é daqui?”
Ainda hoje tenho esse anel.



1. Lion Portrait, Serengeti, 1998.


Photo © Nick Brandt



A Terra

Também eu quero abrir-te e semear
Um grão de poesia no teu seio!
Anda tudo a lavrar,
Tudo a enterrar centeio,
E são horas de eu pôr a germinar
A semente dos versos que granjeio.

Na seara madura de amanhã
Sem fronteiras nem dono,
Há de existir a praga da milhã,
A volúpia do sono
Da papoula vermelha e temporã,
E o alegre abandono
De uma cigarra vã.

Mas das asas que agite,
O poema que cante
Será graça e limite
Do pendão que levante
A fé que a tua força ressuscite!

Casou-nos Deus, o mito!
E cada imagem que me vem
É um gomo teu, ou um grito
Que eu apenas repito
Na melodia que o poema tem.

Terra, minha aliada
Na criação!
Seja fecunda a vessada,
Seja à tona do chão,
Nada fecundas, nada,
Que eu não fermente também de inspiração!

E por isso te rasgo de magia
E te lanço nos braços a colheita
Que hás de parir depois...
Poesia desfeita,
Fruto maduro de nós dois.

Terra, minha mulher!
Um amor é o aceno,
Outro a quentura que se quer
Dentro dum corpo nu, moreno!

A charrua das leivas não concebe
Uma bolota que não dê carvalhos;
A minha, planta orvalhos...
Água que a manhã bebe
No pudor dos atalhos.

Terra, minha canção!
Ode de pólo a pólo erguida
Pela beleza que não sabe a pão
Mas ao gosto da vida!

Miguel Torga







Sarankégni

Música © Djelimady Tounkara




2. Lionesses Crossing Lake, Ngorongoro Crater, 2000.


Photo © Nick Brandt




3. Giraffe and Sitting Baby, Aberdares, 2004.


Photo © Nick Brandt




5. Hippos on the Mara River, 2002.


Photo © Nick Brandt




7. Elephant Mother and Baby Holding Her Leg, Serengeti, 2004.


Photo © Nick Brandt




6. Cheetah and Cubs, Maasai Mara, 2003.


Photo © Nick Brandt




7. Cheetah in Tree, Maasai Mara, 2003.


Photo © Nick Brandt




8. Big Tusk, Ngorongoro Crater, 2000.


Photo © Nick Brandt




9. Giraffe Fan, Aberdares, 2000.


Photo © Nick Brandt




Sexta-feira, Dezembro 30, 2005

Bom Ano a Todos :)

spinss.jpg

Photo © Cheryl Jacobs





Il Cerchio Rosso


Música © Nicola Conte






Um ano que nos encha,
plenamente,
é o que desejo
em 2006

Bin



Sábado, Dezembro 17, 2005

Vendia mangas como as outras pretas


(foto aqui)


As mangas pesavam nas árvores penduradas por fios verdes. Pesavam muito gordas, rosadas, levando os ramos a tocar o chão. Da junção da manga a esse caule que a sustinha, escorria uma resina transparente como lágrimas viscosas.

As pretas vendiam mangas no chão, em fila, no bazar de Lourenço Marques. As pretas vendiam tudo no chão, em qualquer lado; estendiam uma capulana velha e faziam montinhos de tomate, de raízes, de mangas, de amendoim.
Tudo o que as pretas vendiam tinha saído das terras que cultivavam mas não lhes pertenciam, e tudo era bom para comer. As pretas vendiam para comerem elas e os seus filhos e os homens que nunca são de ninguém.



Fotografia de Santos Rufino - Vendedeiras de mangas e ananáses, Moçambique, anos 20/30.


Um branco e um preto não eram apenas de raças diferentes. A distância entre brancos e pretos era equivalente à que existe entre diferentes espécies. Eles eram pretos, animais. Nós éramos brancos, éramos pessoas, seres racionais. Eles trabalhavam para o presente, para a aguardente-de-cana do “dia-de-hoje”; nós, para poder pagar a melhor urna, a melhor cerimónia no dia do nosso funeral.

Uma branca não vendia mangas a não ser industrialmente, por grosso, a outros brancos que as distribuíssem. Uma branca não vendia mangas no chão, à porta. Mas eu não era branca, era uma colonazinha preta, filha de brancos. Era uma negrinha loira. E a colonazinha negra que eu era vendia montezinhos de mangas do lado de fora do portão da machamba. Três mangas com mais uma empoleirada no topo, como cereja no bolo. Quatro mangas: uma quinhenta. Eu sabia que era barato, muito barato, mas era preciso vencer a desconfiança dos negros que passavam a pé, vindos da jornada, e se deparavam com a colonazinha sentada no chão, de pernas cruzadas, tomando conta da pequena venda de mangas, que assentava sobre um caixote de fruta, servindo de banca para negócio. Não era invulgar, porque era nunca visto. Era preciso que fosse um preço muito atractivo para que ousassem perder o medo e aproximar-se da menina branca tão negra como eles. “Quanto é?”, perguntavam de longe. “Quinhenta”, respondia. E então eles vinham, hesitantes e surpreendidos. E compravam. Eram as melhores mangas da minha mangueira, muito gordas de sumo e carne, muito coloridas de rosa e salmão. Só uma quinhenta. Quatro.
Vender mangas ao portão, escondida da minha mãe, era o que mais gostava de fazer. Quanto à minha mãe, creio que assentar-me estridentes palmadas, quando me apanhava a fazê-lo, era o que mais gostava de fazer.

Quinta-feira, Dezembro 15, 2005

Burkina Faso ou Dois Desejos Meus


Photo © Helge Fahrnberger




Photo © Helge Fahrnberger



Terça-feira, Dezembro 06, 2005

Verdade


Children of Rwanda

Rwanda_3.jpg

Photo © Henk Braam







HILLY YORO

Life is a combination

Of tears and smiles

Everyone should follow

Their own route

If a man has no eyes

Another can see

If a man has no feet

Another can walk


Ali Farka Touré







Segunda-feira, Dezembro 05, 2005

Os meus pés, os dos pretos


Foto de Helge Fahrnberger

Os pés negros de uma branca-preta colonial, nos anos setenta eram vigiados.
Eu era a brance-preta colonial e agradava-me sentir os grãos mornos de areia, de terra, sob a sola dos pés, o pó que os cobria e os encortiçava, como aos pés dos pretos. Dos outros pretos. Eu era branca, mas eu era, também, a outra, e por isso, a negra. Eu era a branca-negra. Eu era, enfim, a que servia a nenhum dos lados.
Andava sempre descalça.
Os pés dos negros eram desfeitos, disformes. Os dedos alargavam-se e torciam-se como solas de sapato velho. A minha mãe temia que os meus ficassem iguais e, depois, nenhum colono branco me teria respeito, eu não seria escolhida entre as meninas casadoiras, por isso, "calça as sandálias Isabela!".

Os pés dos pretos eram a minha escatologia preferida. Todos desconformes, mas todos iguais nos quilómetros palmilhados que neles criavam o calo que os insensibilizava à dor. Apetecia tocar-lhes, puxar-lhes as barbas de pele deformada como se puxa borracha.
Eram troncos. Podiam pisar vidros, correr sobre carvão a arder, os pés dos negros não sentiam. Os bichos não os picavam. Os pés dos negros eram de madeira, de borracha, de carne já não eram.
Eram fascinantes, os pés dos negros. Eu quis ter uns pés assim.
Os meus eram macios. Cor-de-rosa. Brancos. Sem calos. E eu esgaravatava com eles a terra negra, para os enegrecer; a vermelha, para os avermelhar; a amarela, para os cobrir de uma película fantasmagórica.
Pintava-os, assim. Quando os lavava, saía a tinta. E era belo vê-la escorrer, e os meus pés voltavam a ser brancos, por uma noite, dentro dos lençóis. Porque os meus pés eram vigiados e protegidos
Os pés dos negros não conheciam lençóis.
Só a terra e a esteira.
A minha mãe queria obrigar-me a andar calçada e, quando me mandava à cantina da Matola, a comprar uma cerveja Laurentina, um garrafa de óleo de girassol, uma lata de litro de azeite Gallo, da metrópole, entregava-me para as mãos as sandálias, junto com as moedas, e dizia, “calça-te, rapariga”.
Eu calçava-me.
Saía o portão de sandálias nos pés, mas escondia-as num determinado tufo de capim, um próximo e assinalado. Ia buscar as mercearias, ia descalça e regressava, e voltava a calçar-me antes de entrar o portão. Uma criança aprende a não discutir ordens, se não têm sentido. Desobedecer tem sentido.

Isso foi há 30 anos. Nunca fiz o que a minha mãe queria. Andei sempre descalça, mesmo nos dias em que andei calçada.
Atravessei 30 anos de deserto completamente enlameada, suja de terra, e revolvi-me nessa terra, sempre, sempre descalça.
Não conheço sapatos. Nunca usei sapatos. Nunca usarei sapatos. Eu não sei usar sapatos. Sei apenas sujar os pés, sujar muito os pés na terra de todos os desertos do mundo.


Foto de Helge Fahrnberger

Domingo, Novembro 27, 2005

EXPEDIÇÃO CLUBETTT : PORTUGAL >> MARROCOS - DEZEMBRO 2005


EXPEDIÇÃO


Faça aqui o download do programa (3MB PDF)




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Clube TTT - Spramo - Publicidade e Imagem, S.A.
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Quarta-feira, Novembro 02, 2005

Libya 2005


(clique na foto para aumentar)
Photo © André van Huizen - Imaginature


+ Photos

Terça-feira, Outubro 25, 2005

Botswana >> Okavango Kids 1


(clique na foto para aumentar)
Photo © Alex Sievers



Hoje faz um ano que entrei no mundo dos blogs.

Faz um ano que nasceu A Grande Fauna - "Porque a Utopia pode ser efectivada. Apesar dos Eunucos que andam por ai...".

É, portanto, altura de balanço. O meu objectivo era criar um espaço onde pudesse intervir, dizer o que penso e, sobretudo, o que sinto; aliás, a grande maioria dos posts são reflexo disso: existe um mundo maior do que este Portugal, do que um bairro, existe um mundo de alegrias, de tristezas, de ilusões, de sonhos e de dor, e esse mundo, de uma forma ou de outra, tem aparecido aqui e nos meus outros blogs.
Blogs esses que ,naturalmente, nasceram como necessidade de expansão de uma maior área de trabalho, de intervenção, se quiserem.

O resultado em números? Bom, neste momento 5 blogs, mais de 1.600 posts, e mais de 35.000 visitas em todos eles e talvez mais de 3.000 comentários deixados nestes espaços.


É motivador, sim, sobretudo pelas pessoas fantásticas e amigas que conheci através dos blogs, uma espécie de companheiros de viagem. Sem vocês esta aventura, esta expedição, não era possível, são, afinal, vocês, que fazem todos os dias estes espaços, são vocês que os animam e os constroem também.

Muitas coisas aconteceram na minha vida e no mundo neste último ano: a injusta Guerra do Iraque, a morte do Yasser Arafat, do Álvaro Cunhal e de muitas outras gentes anónimas ou não, sobretudo aqueles milhares de inocentes que têm morrido no Iraque.

Assistimos a convulsões políticas cá dentro, assistimos a convulsões políticas lá fora, mas, sempre indignados e interventivos, temos aqui, no mundo dos blogs, denunciado, lutado e, acima de tudo, feito ouvir as nossas vozes e pensamentos.
O que sentimos.

Não posso deixar de deixar aqui um abraço especial à Maria do Divas e Contrabaixos; à Alex do Lua Extravagante; ao Luís do Ourém; ao Biranta do Sociocracia; ao Manuel do Pé de Meia; ao Genial e The Best dos Inseparáveis; à Isabela do Mundo Perfeito; à Isabel do Troll Urbano; ao Jorge Morais do 6 em 1 e algo mais; à Susana ex-Afixe; ao Monty do Afixe; à Vague do La Marée Haute; à malta do Castelo especialmente ao Fred; à Margarida do Palavras de Ursa; à Brígida do África de todos os Sonhos; ao Cap do (re)primadesblog; à Maria Árvore do Chez Maria; à Angela do (In)certezas; à Maria Heli do Amor e ócio; ao Miguel do Sem Destino, à Viajante do Espelhos e Labirintos, à JP do Faz de Conta, ao Yardbird do Novos Voos; ao Raul do Congeminações; à Lua e Concha do Policromia; ao Luis Conraria do Destreza das Dúvidas; ao Tuga dos Riscos; à Elvira da Tabacaria; à Ananda dos Sentidos; à Ana do Encosta do Mar e muitos outros Amigos e Companheiros e também Camaradas; lembro-me agora do Marco Jacinto, Sérgio Ribeiro e outros que vão passando pelos meus canteiros, aqui no mundo dos blogs.

Muito mais coisas poderia dizer, mas, deixo-vos estas fotos do Henk Braam, das Crianças do Ruanda, n' A Grande Fauna. Deixo-vos, n´A Mega Fauna, uma sequência intitulada "Monsoon", do meu fotógrafo favorito, o Steve McCurry. E a música "Makan Djan Woule" do Djelimady Tounkara, uma das minhas favoritas. Ouçam alto e dancem porque a música do Mali é o tronco da música.

O Mundo continua, sejam felizes pá! que venha mais um :)

É de facto um prazer estar aqui!

Bin



Botswana >> Okavango Kids 2


(clique na foto para aumentar)
Photo © Alex Sievers